Antes de qualquer planta, existe uma conversa
Uma das perguntas que mais recebemos quando alguém nos contata pela primeira vez é: "Como funciona esse processo todo? Por onde a gente começa?" E faz todo sentido perguntar. Para quem nunca construiu ou reformou com um escritório de arquitetura, o processo pode parecer uma caixa preta. Você chega com um sonho e, teoricamente, sai com um projeto. Mas o que acontece no meio disso?
Vamos explicar exatamente como trabalhamos aqui na Doome Projetos, do primeiro contato até a entrega final dos projetos. Com clareza, sem rodeios e sem termos técnicos desnecessários.
O briefing: a etapa que a maioria subestima
Tudo começa com o briefing. Que, no fundo, é apenas uma palavra técnica para "a conversa em que você nos conta o que precisa e o que deseja". Mas essa conversa é muito mais importante do que aparenta.
Quando nos reunimos com um cliente pela primeira vez — seja presencialmente ou por videoconferência — não chegamos com catálogo de estilos prontos. Não apresentamos tendências do momento como se fossem a única opção. O que fazemos é, antes de tudo, ouvir. Perguntamos como é a rotina da família, se há animais de estimação, se alguém trabalha em casa, se costumam receber visitas, se preferem ambientes integrados ou espaços com maior separação entre os cômodos.
Pode parecer simples, mas faz toda a diferença. Atendemos um casal aqui em Americana que desejava uma cozinha completamente aberta para a sala. Lindo nas referências, sem dúvida. Só que, durante a conversa, percebemos que ela cozinha diariamente, com fritura, aromas intensos e a dinâmica natural de uma cozinha em uso real. Sugerimos uma solução de semi-abertura com esquadria de correr — que fecha quando necessário e abre quando desejado. O resultado foi exatamente o que eles queriam. Eles simplesmente ainda não sabiam que queriam isso. É nesse momento que o briefing faz a diferença.
"Nosso trabalho não é convencer você do que é bonito. É entender o que faz sentido para a sua vida e transformar isso em projeto."
Do briefing ao estudo preliminar: quando o projeto começa a tomar forma
Com todas as informações em mãos — o terreno, as necessidades do cliente, as referências visuais e o orçamento estimado para a obra — iniciamos o estudo preliminar. Essa é a primeira versão desenhada do que será a residência ou o espaço comercial.
O estudo preliminar não é o projeto final. É uma proposta inicial. Nós apresentamos, o cliente analisa, compartilha seu retorno, e nós ajustamos. Isso pode acontecer uma, duas, três ou quantas vezes forem necessárias — depende de quanta coisa muda ao longo do caminho. E tudo bem. Esse é exatamente o momento adequado para realizar alterações, não depois que a estrutura já estiver executada.
Projeto 3D: visualizando o projeto antes de construir
Após a aprovação do estudo preliminar, desenvolvemos o projeto 3D. Essa etapa é fundamental para que o cliente consiga visualizar, de forma clara e realista, como o projeto ficará antes de qualquer execução.
É nesse momento que definimos as volumetrias do projeto — ou seja, as formas, proporções e a composição geral da edificação, tanto externamente quanto nos ambientes internos. Também trabalhamos a definição dos acabamentos: revestimentos, paleta de cores, materiais de piso, forro, esquadrias e demais elementos que compõem a identidade visual do espaço.
O resultado é uma representação visual em três dimensões que permite ao cliente "caminhar" pelo projeto, entender as proporções reais dos ambientes e validar as escolhas estéticas com muito mais segurança. Ajustes de acabamento, layout ou composição feitos nessa etapa custam apenas tempo de projeto — muito diferente de realizá-los durante ou após a obra.
Aqui na Doome, entendemos o projeto 3D não como um recurso de apresentação, mas como uma ferramenta de alinhamento. É a forma mais eficaz de garantir que o que será construído é, de fato, o que o cliente imaginou.
Aprovação na prefeitura e no condomínio: a etapa burocrática que não pode ser ignorada
Com o projeto arquitetônico definido e validado pelo cliente, é hora de seguir para a aprovação junto aos órgãos competentes. Dependendo do município e da tipologia da construção, esse processo envolve a prefeitura de Americana, o CREA e, em muitos casos, a aprovação interna do condomínio fechado ou loteamento.
Cada condomínio possui seu próprio caderno de normas construtivas — alguns são mais flexíveis, outros estabelecem restrições específicas de altura, recuos, tipo de cobertura e materiais de fachada. Aqui na Doome, já incorporamos essas diretrizes desde o início do desenvolvimento do projeto, justamente para evitar retrabalho na fase de aprovação.
Essa etapa demanda tempo. Dependendo da fila de análise da prefeitura, pode levar semanas ou até mais de um mês. Mas ela é inegociável. Uma obra sem a devida aprovação representa risco real — na venda do imóvel, no financiamento bancário, no seguro. Nós não abrimos mão dessa etapa, em nenhuma circunstância.
O projeto executivo: os documentos que orientam cada detalhe da obra
Com as aprovações concluídas, chegamos à etapa mais técnica do processo: o projeto executivo. É aqui que o projeto arquitetônico se desdobra em um conjunto completo de documentos técnicos que vão orientar, com precisão, cada fase da construção.
No projeto arquitetônico executivo, detalhamos plantas, cortes, fachadas e todos os elementos construtivos com as especificações necessárias para a execução. É o documento de referência central da obra.
Além do projeto arquitetônico, o projeto executivo contempla outras disciplinas essenciais:
- Projeto estrutural: desenvolvido pelo engenheiro calculista, define a fundação, pilares, vigas e lajes — ou seja, toda a "espinha dorsal" da edificação.
- Projeto elétrico: contempla a distribuição de circuitos, pontos de iluminação, tomadas e o quadro geral de distribuição, garantindo segurança e funcionalidade.
- Projeto hidráulico: abrange os sistemas de água fria, água quente, esgoto sanitário e águas pluviais.
Cada uma dessas disciplinas precisa dialogar com as demais. Um conflito entre tubulação hidráulica e eletroduto, por exemplo, pode parecer um detalhe no papel, mas representa custo e retrabalho significativos quando identificado apenas durante a execução da obra.
Compatibilização e revisão final: o passo que garante a qualidade do conjunto
Após o desenvolvimento de todas as disciplinas, realizamos a compatibilização dos projetos. Essa etapa consiste na análise integrada de todos os documentos técnicos — arquitetônico, estrutural, elétrico e hidráulico — para identificar e corrigir eventuais conflitos ou inconsistências entre eles antes que o projeto chegue à obra.
É um processo minucioso, mas absolutamente necessário. Projetos compatibilizados resultam em obras mais previsíveis, com menos improvisos, menos desperdício de material e maior fidelidade ao que foi planejado.
Em seguida, realizamos a revisão final de todo o conjunto de documentos, verificando coerência técnica, completude das informações e alinhamento com tudo o que foi definido ao longo do processo — do briefing inicial até as escolhas de acabamento definidas no projeto 3D.
É com esse conjunto revisado e compatibilizado que encerramos nossa entrega. Um projeto completo, organizado e pronto para ser executado com segurança.
Um processo que respeita o seu projeto — e o seu sonho
No fim das contas, é isso que buscamos aqui na Doome Projetos: um processo estruturado, com comunicação direta em cada etapa, onde o projeto é desenvolvido para você — para a sua rotina, para a sua família, para a sua realidade.
Se você está pensando em construir ou reformar em Americana ou região e gostaria de entender melhor como esse processo funcionaria no seu caso, entre em contato conosco. A conversa inicial não gera nenhum compromisso — e já é, na prática, o começo do briefing.